domingo, 31 de janeiro de 2010

Ser livre...


Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
(Edson Marques)


*Edson Marques, formado em Filosofia pela USP, é um escritor e poeta brasileiro. Participou da fundação da Ordem Nacional dos Escritores. Foi vencedor do Prêmio Cervantes/Ibéria em 1993.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edson_Marques
Site oficial: http://www.mude.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O grande caminho...


"O caminho que preenche o Universo,
não é um caminho estreito que limita a liberdade do homem.
é um caminho amplo e livre que dá acesso à todos os lados,
por isso é chamado de grande caminho."

(Somos todos Um - Raidho "R" (Roda do Carro) - Mercúrio "R")

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais imagens interessantes...


As imagens postadas fazem parte de uma coleção de fotos premiadas, seja pela beleza, pela oportunidade do momento, pela criatividade ou ainda pelos efeitos especiais.

Independentemente do recurso utilizado, acredito que a mensagem transmitida é o que realmente vale e fica gravada em nossas mentes.

Abraço!

Silvia Elena

































domingo, 24 de janeiro de 2010

Maravilhas da Natureza...

Vale da Lua – Chapada dos Veadeiros – Brasil



Plitvice Lakes - Croácia é um parque nacional formado
por cerca de 16 lagos e dezenas de cachoeiras maravilhosas.



Mina Naica, a Caverna de cristal – México



A caverna Fingal, que fica na Escócia.
Impressionante que as colunas de basalto vem de baixo para cima
e de cima para baixo, lembrando a entrada de uma catedral gótica.



Vale da morte, USA



Columnar Basalt, fica ao norte da Irlanda.
Lava vulcânica que subitamente se resfriou e contraiu,
formando milhões de colunas hexagonais de basalto.




As plantas da espécie Dracaena cinnabari que existem
na Ilha de Socotra no Oceano Índico.



Picos de Calcário em Madagáscar - foram cortados pela chuva ao longo de milhares de anos



Fontes:
"de inspiração": Blog da Gislaine (GI) - Era uma vez...: http://eraumaoutravez.blogspot.com/
Para ver matéria completa sobre esses e outros lugares: http://www.mundogump.com.br/10-lugares-da-terra-que-parecem-outro-planeta/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Só não brigue contra sua natureza...


Disseram a Osho: Eu sou briguento. Não sei fazer nada senão brigar — e o que é pior: eu adoro brigar. Adoro ficar diante da mais forte das tempestades e dar risada. Não gosto de me deitar ao sol e derreter.

Não há nenhum problema nisso. Se você sente que é briguento, se gosta de brigar, não apenas isso, se tem orgulho de ser briguento — então relaxe. Brigue de verdade! Não brigue contra a sua natureza briguenta. Isso será uma entrega para você.

É uma beleza ficar diante da mais forte das tempestades e dar risada. Não se sinta culpado. Procure simplesmente entender uma coisa: quando eu digo entrega, não quero dizer com isso que você tenha que mudar alguma coisa. Quero simplesmente dizer que, sinta o que sentir, dê total vazão a esse sentimento.

Seja briguento com todo o seu ser e, nessa totalidade, você perceberá que o seu coração está derretendo. Essa será a recompensa por se integrar de corpo e alma. Você não precisa fazer nada para conseguir isso; a recompensa vem naturalmente.

Entregue-se de corpo e alma a tudo o que sentir que ama, do qual sinta orgulho — entregue-se a isso de corpo e alma. Não crie uma cisão. Não fique em cima do muro; não seja parcial.

Se você se entregar de corpo e alma, um dia — quando estiver diante da tempestade dando risada —, você de repente sentirá o seu coração derretendo-se ao sol. Essa será a sua recompensa.

O ser humano cria problemas desnecessariamente. Quero que você entenda que não existem problemas na vida, a não ser os que você mesmo cria. Procure ver que tudo o que é bom para você é bom. Então faça isso.

Mesmo que o mundo inteiro seja contra, não importa. A recompensa determinará se você de fato se entregou de corpo e alma.

Se você começar a se sentir como se estivesse derretendo, então saberá que não se enganou, saberá que foi sincero e verdadeiro. Esse agora é ponto do qual você pode se orgulhar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nunca foi tão necessário voltar a acreditar...


Recebi este vídeo por e-mail e achei a mensagem muito linda.

A mensagem nos alerta para o fato de que, nunca foi tão necessário voltar a acreditar, que o tempo é curto e que evoluir não é só comandar a sua vida... Evoluir é aumentar a consciência, é abrir-se para o mundo... lembrando sempre de que é preciso respeitar para ser respeitado!

Abraço forte para todos!

Silvia Elena



video

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Acalanto...


Acalanto da Rosa
(Composição: Vinicius de Moraes¹ / Claudio Santoro²)

Dorme a estrela no céu
Dorme a rosa em seu jardim
Dorme a lua no mar
Dorme o amor dentro de mim

É preciso pisar leve
Ai, é preciso não falar
Meu amor se adormece
Que suave o seu perfume

Dorme em paz rosa pura
O teu sono não tem fim



¹- Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19/10/1913 — 09/07/1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Poeta essencialmente lírico, o poetinha (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida.

Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.



²- Cláudio Franco de Sá Santoro (Manaus, 23/11/1919 — Brasília, 27/03/1989) foi um compositor e maestro brasileiro.

Nascido em Manaus, ainda menino começou a estudar violino e piano, e seu empenho fez com que o Governo do Amazonas o mandasse estudar no Rio de Janeiro. Aos 18 anos, já era professor adjunto da cátedra de violino do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. Sua obra oscila entre as influências do folclore e as experiências musicais de vanguarda.

Cláudio Santoro foi professor fundador do Deptº de Música da UnB (Universidade de Brasília). Faleceu em 1989, época em que exercia o posto de Regente Titular da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, atualmente a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro.


Fontes:
in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: "Nossa Senhora de Los Angeles"
http://www.viniciusdemoraes.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinicius_de_Moraes
http://www.claudiosantoro-cultura.com/instituicao/biografia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Claudio_Santoro
http://www.algosobre.com.br/biografias/claudio-santoro.html

domingo, 17 de janeiro de 2010

AVATAR – o filme e seu simbolismo...


Muitas pessoas que já assistiram ao filme, ou que ainda não assistiram tem acompanhado as várias sinopses ou críticas sobre o filme via Internet, algumas bem favoráveis, outras nem tanto. Como gostei muito do filme, e recomendo a todos assistirem, achei interessante também escrever uma resenha sobre ele (...).

Falar sobre as imagens de Avatar é pouco, falar da tecnologia utilizada também, porque Avatar além de ser um deslumbre visual, é ainda mais, é ainda além do próprio visual, este que já é fantástico por si só.

James Cameron ao conceber o filme totalmente inovador, utilizou elementos arquetípicos pra deixar uma mensagem bem atual penetrar no consciente das pessoas. Além da mensagem espiritual, há um forte apelo ecológico que nos faz repensar nossas atitudes como humanos que somos.

Há muitas resenhas sobre Avatar na net, a maioria falando do aspecto 3D do filme e de toda a tecnologia usada; sim uma inovação que proporciona uma experiência única, onde 60% do filme foi feito em computação gráfica, portanto, vou comentar somente o aspecto mítico, simbólico e arquetípico, pois é esse que junto com o rico visual, mexe com a gente, e faz a gente sair de lá com a sensação de quase uma experiência mística.


E claro, é uma experiência visual onde a imagem e a tecnologia em 3D, dão vida a cada detalhe, e Cameron torna Pandora real; lá tudo é real aos olhos, desde o povo Na’vi, a fauna e a flora, tudo é um espetáculo de vida e beleza.

Sim, há muitos paralelos entre outros filmes como Matrix, Senhor dos Anéis, Star Wars, Dança com Lobos, o Último Samurai, etc.; porque Cameron conta a jornada do herói, mas o diretor narra de uma maneira totalmente inovada, como o rejuvenescimento do arquétipo, e com certeza o arquétipo renovado desperta algo dentro da gente.

Avatar conta a trajetória de Jake Sully, um soldado da marinha que aceita o desafio de ocupar o lugar de seu irmão gêmeo (morto), no programa Avatar. O Ano é 2154 e se passa numa lua que se chama Pandora, que orbita o planeta Polyphemus (ficção) no sistema de Alpha Centauri; detalhe, ele é paraplégico. Em Pandora os humanos estabeleceram pequena base militar e científica com o intento de obter um valioso minério Unobtanium, rica fonte de energia. Como Pandora é um mundo com atmosfera imprópria para os humanos, foi criado corpos chamados Avatares, mistura de DNA humano com DNA dos nativos Na’vis, com o objetivo de, por um lado, amistosamente retirar os nativos de sua área, ou, por outro lado, se misturar e aprender os costumes dos nativos e verificar seu ponto fraco, visto que o território dos nativos se localiza acima da maior reserva do mineral precioso.

Até aqui, tudo isso pode ser encontrado nas várias sinopses sobre o filme na net; e a partir deste ponto, contém muitos spoilers (totalmente), portanto, melhor assistir ao filme primeiro, pois recomendo a leitura somente a quem assistiu e quer verificar sua simbologia.


Já no inicio do filme, Avatar mostra a que veio e conta a história da transcendência da consciência; do processo iniciático ou de individuação do masculino. Desde quando Jake desperta da hibernação e fala do sonho, e sobre a liberdade de voar, e diz; “mas sempre temos que despertar (acordar) para a realidade”. Avatar fala do limitado estado de consciência num corpo humano ao aprendizado de ampliar os limites num novo estado de ser, num novo corpo, corpo este apropriado para a nova experiência. A imagem de viagem para terras desconhecidas é um símbolo do processo de individuação, portanto é aqui que Jake inicia seu processo.

Além disso, James Cameron utilizou toda a simbologia do arquétipo da Grande Mãe, como natureza pura, geradora e provedora da vida.

“Você é Jake Sully? Queria te falar sobre começar uma vida nova num mundo novo. Onde você faria diferença.” – esta fala é do começo do filme, e pode ser vista no trailer oficial do filme.

Jake era irmão gêmeo de um cientista, este sim fazia parte do projeto Avatar, mas morto, Jake foi convidado a tomar o seu lugar. Os gêmeos simbolizam a dualidade e se constituem por vezes numa imagem análoga a encruzilhada, normalmente na mitologia eles encontram-se como uma representação do arquétipo da sombra, onde um sempre possui as características que faltam ao outro. E no caso de Jake, por seu irmão já estar morto, bem como por todo o processo de Jake ser paraplégico e ainda ir realizar a parte de seu irmão, se deduz que ele já ultrapassou esta encruzilhada do confronto com sua sombra pessoal. Pois, aleijado ou aleijão nos mitos era visto como sendo um ser de sabedoria cetônica e sua deformidade aparecia como sinal de iniciação. A sua imagem encontra-se vinculada a dos heróis e a das pessoas que possuem um destino incomum, a exemplo dos cabiros, os filhos de Hefesto. Essa característica parece ser o resultado de uma necessidade de sobrepujar a deformidade física. Os ferreiros, assim como os carpinteiros nos mitos, quase sempre aparecem retratados na imagem de aleijões.


Como vimos o minério, ou pedra muito valiosa, que os seres humanos estão atrás, Unobtanium, é como uma substância que representa o espírito ou a matéria espiritual em forma concreta. A Pedra na simbologia alquímica como representação da Pedra Filosofal, é um símbolo do centro e da totalidade da psique, que surge como prima-matéria, o início, para posteriormente transformar-se no Lápis, o fim da Obra que tal como o Cristo é tanto o Alfa como o Ômega. A Pedra por vezes costuma ser denominada de Árvore da Vida, apresentando uma forte relação com o simbolismo da Árvore do Mundo ou da Árvore Cósmica. As pedras preciosas de um modo geral, simbolizavam os valores psicológicos duráveis. E não é nada por acaso que a maior reserva desse mineral está sob uma grande Árvore onde vivem os nativos.

Essa é a busca de todos nós, e assim, Jake é lançado em Pandora, nesse novo mundo, num novo corpo, pra aprender essa nova realidade. Desta forma, ele conhece Neytiri, uma nativa, que irá lhe ensinar os segredos de Pandora. Neytiri é literalmente a anima de Jake, que além de ensinar todos os segredos de Pandora, o conduz como psicopompo através da provas iniciáticas e ao modo de vida dos Na’vi, mundo totalmente novo para Jake. Já no primeiro encontro, Neytiri fala, você faz muito barulho, como uma criança, como uma criança boba e que não tem o controle ou não sabe controlar. Mitologicamente, criança representa o SELF. Simboliza o começo e a plenitude das possibilidades, o SELF em seu status nascendi.

Ele tem que aprender a “Ver Pandora” com os olhos de Neytiri, ou seja, do ponto de vista de Neytiri, com a percepção da anima.

“I See you”; Castaneda fala que pra Don Juan, “ver” é diferente de olhar, porque “ver” encerra um processo muito complexo, em virtude do qual um homem de conhecimento supostamente percebe a essência das coisas do mundo. Pandora nos parece muito com o mundo descrito por Dom Juan a Castaneda, um mundo iluminado, vivo, tudo inspira e expira vida, essência; mas é preciso “aprender a ver”, e essa é a parte mais linda do filme. O olho, ou “ver”, simboliza a tomada de consciência do Self.

Desta forma, Jake vai aprendendo a ver como Neytiri vê Pandora, vai aprendendo a viver em Pandora, ele já não distingui mais entre uma realidade ou outra, está tão envolvido nessa nova vida que quer estar todo o tempo no corpo do Avatar, na realidade de Pandora. Neytiri vai iniciando ele, e assim depois de Jake caçar e matar de forma limpa e rápida como um caçador experiente Na’vi, ela diz: Você está pronto.

Mitologicamente, a caçada possuía uma simbólica de iniciação ligada a Artemis. O animal caçado representa a captura do instinto e do proibido, e o homem sente-se mais homem, quando é capaz de sacrificar sua natureza animal.

“Você está pronto”, e já pode fazer você mesmo seu arco e flecha com a madeira da Árvore Sagrada, diz Neytiri.


A imagem do carpinteiro aponta para o símbolo do criador, aquele que é capaz de criar e moldar através da madeira, que oriunda da árvore, tem uma ligação com o arquétipo da mãe. Ele cria à partir da mãe, sendo portanto, um símbolo do pai gerador. Taré, pai de Abraão foi um bom marceneiro; Tvashtar, pai de Agni, um ferreiro e carpinteiro; Hefesto, o pai de Hermes era carpinteiro, ferreiro e escultor; José, pai de Cristo, carpinteiro; Ciniras, pai de Adônis, carpinteiro. O arco pode ser ainda um símbolo da tensão causada pelos desejos humanos, é considerado ainda um símbolo do destino, também pode estar simbolizando a necessidade de que o ego vígil olhe para dentro de si mesmo como uma seta que aponte para a busca da meta de sua vida. O alvo certamente é interior.

Jake é levado então, a confrontar o Dragão Alado, e o Dragão Alado é um dos símbolos de representação do princípio transcendente. Ele não só luta, bem como conquista e se une/conecta ao seu animal, que lhe proporciona a extrema sensação de liberdade.

Depois disso, tendo ele dominado todos os elementos desse novo mundo, dessa nova maneira de ser, é então levado diante do povo Na’vi. Lá ele é completamente aceito por todo aquele clã Na’vi, numa grande iniciação ritualística, onde ele se torna como um deles, como um Na’vi de fato.


Neytiri o leva então para a Árvore das Almas, o local mais sagrado para eles, Árvore esta que é a mãe de todas as coisas, uma simbólica do arquétipo materno. Divindades femininas frequentemente eram veneradas como árvores, daí por vezes, o culto das árvores e florestas sagradas. Para o primitivo, o mundo em geral é dotado de alma, assim, as árvores e plantas também a possuíam. Na China, é costume se plantar árvores sobre a sepultura para fortalecer a alma do morto. Ela encontra ainda na sua simbologia a ligação com a Grande-Mãe que tanto é a doadora da vida como da morte. Possui ainda um caráter bissexual, uma vez que além de representar a mãe, também é um símbolo do falo. A vida humana, o desenvolvimento e o processo de transformação da consciência às vezes são simbolizadas pela árvore, que tem um significado mítico de guardiã do tesouro. Existem vários mitos descrevendo os homens nascendo da árvore e a presença de uma fenda, já é suficiente para relacioná-la à mãe, pois a fenda equivale ao útero. Os Xamãs enterram seus mortos em troncos e o sepultamento em árvores tem o simbolismo de ser encerrado na mãe para poder “renascer.” Para os maoris, ela tinha uma relação com o próprio destino dos homens sendo que após o nascimento, quando havia a queda do umbigo, os maoris o enterravam num local considerado sagrado e nesse mesmo local era plantada uma árvore que ficava sendo à partir de então, um “tohu oranga”, ou signo da vida para a criança.

Então, embaixo da Árvore das Almas, a mais sagrada de todas, Jake e Neytiri se unem em cópula, o Hieros Gamos, que simboliza o casamento sagrado, a união da deusa com o deus, a conjunctio superior, sendo que é uma imagem arquetípica cuja necessidade psicológica que se encontra simbolizada neste rito é o movimento da psique em direção à totalidade.

A partir de então, ele tem que tomar uma grande decisão, e realizar um grande ato, vai tornar-se o salvador, assumir uma grande causa, não mais pra si mesmo, pois este feito já foi realizado, mas para o coletivo, para todo o povo do qual ele agora adentrou e faz parte, para este novo mundo… e tem de apartar-se definitivamente de tudo o que era antes…

A guerra se instala, de um lado uma parte humana, representando a ganância e conquista a qualquer preço, as máquinas, o sistema de domínio e aprisionamento, etc… e de outro lado todo esse mundo novo, em harmonia e equilíbrio, de liberdade, onde tudo se mostra conectado, a grande rede, como uma grande vida que se estende por trás de todas as coisas.

É claro que a consciência de Jake vai escolher lutar pelo novo e libertador, mas pra conquistar definitivamente esse novo estado de ser terá de cruzar a linha divisória além da vida humana e renascer completamente como Avatar.


Glossário:

- Spoilers: Na mídia significa revelações do enredo de obras como filmes e livros.

- Arquétipo: Na Filosofia -  Modelo ideal, inteligível, do qual se copiou toda a coisa sensível (para o platonismo, as idéias são os arquétipos das coisas; para o empirismo, certas idéias são os arquétipos de outras idéias). Na Psicologia - Na estrutura de Jung, estrutura universal proveniente do inconsciente coletivo que aparece nos mitos, nos contos e em todas as produções imaginárias do indivíduo.

- Sabedoria cetônica - Ceto (mitologia) é uma das divindades marinhas filhas de Pontos, Titã do Mar e de Gaia, a Mãe Terra . O nome Cetus, que significa "monstro", é como os antigos gregos denominavam as baleias, que para eles eram monstros marinhos. Ceto é então a personificação dos horrores e formas estranhas, coloridas e exuberantes que o mar pode produzir e revelar para os homens.

- Anima / Animus: Na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, são aspectos inconscientes de um indivíduo, opostos à persona, ou aspecto consciente da Personalidade. O inconsciente do homem encontra expressão como uma personalidade interior feminina: a Anima; No inconsciente da mulher, esse aspecto é expresso como uma personalidade interna masculina: o Animus.

- SELF: Segundo Jung, o principal arquétipo é o Si-mesmo (ou Self). O Si-mesmo é o centro de toda a personalidade. Dele emana todo o potencial energético de que a psique dispõe. É o ordenador dos processos psíquicos. Integra e equilibra todos os aspectos do inconsciente, devendo proporcionar, em situações normais, unidade e estabilidade à personalidade humana.

- Status nascendi: em fase de criação

- Psique: alma



Fonte:
Por adi - http://anoitan.wordpress.com/2009/12/30/avatar-o-filme-e-seu-simbolismo
Apostilas diversas e Dicionário de simbologia.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tranquilidade...


Se a tranquilidade da água permite refletir as coisas,
o que não poderá a tranquilidade do espírito?

(Chuang Tzu)



*Chuang Tzu ou Zhuāngz, foi um famoso filósofo taoísta (daoísta) chinês do Século IV a.C. Seu nome significa literalmente "Mestre Zhuang" e é usado também referindo-se a uma coletânea de seus textos. Sua filosofia foi muito influente no desenvolvimento do budismo Zen, que evoluiram incorporando seus ensinamentos.

Também foi considerado o maior escritor taoista de cuja existência se tem notícia, escreveu sua obra no final do período clássico da filosofia chinesa, de 550 a 250 aC.


Fontes:
MERTON, Thomas. A Via de Chuang Tzu. Petrópolis: Editora Vozes, 1974.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chuang-Tzu

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Diga sim...


Diga sim à vida; abandone todos os nãos possíveis. Mesmo se você precisar dizer não, diga-o, mas não se deleite em dizê-lo. E, se for possível, diga-o também na forma de sim. Não perca nenhuma oportunidade de dizer sim à vida.

Quando você disser sim, diga-o com grande celebração e alegria. Nutra-o, não o diga relutantemente. Diga-o amorosamente, com entusiasmo, com gosto, coloque-se totalmente nele. Quando você disser sim, torne-se o sim!

Você ficará surpreso ao saber que 99 entre cem nãos podem ser muito facilmente abandonados. Nós os dizemos apenas como parte de nosso ego; eles não eram necessários, não eram inevitáveis.

O único não que permanece será muito significativo; esse não precisa ser abandonado. Mas, mesmo ao dizermos esse não essencial, precisamos ser muito relutantes, muito hesitantes, porque não é morte, e sim é vida.

(Osho, em "Osho Todos os Dias")



Fonte:
http://www.palavrasdeosho.com/2010/01/sim.html

domingo, 10 de janeiro de 2010

Afinidade...


"Afinidade é retomar a relação no ponto em
que parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida."

(Artur da Távola)



Artur da Távola, o pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros (Rio de Janeiro, 03/01/1936 — 09/05/2008), foi um advogado, jornalista, radialista, escritor, professor e político brasileiro.

Começou sua vida política em 1960 (PTN) como deputado federal. Cassado pelo regime militar, quando retornou ao Brasil substituiu seu nome de batismo pelo pseudônimo Artur da Távola.

Viveu na Bolívia e Chile entre 1964 e 1968. Foi um dos fundadores do PSDB, onde exerceu mandatos de Deputado Federal até 1995, de Senador (1995-2003) e assumiu a liderança na Assembléia Constituinte em 1988.

Durante 15 anos assinava uma coluna em O Globo. Escrevia para outros jornais (Jornal O Dia e Jornal do Comércio). Seu compositor preferido era Vivaldi, com sua ‘Le Quattro Stagioni’.

Apresentava na TV Senado, o programa Quem tem medo de música clássica? onde demonstrava sua profunda paixão e conhecimento por música clássica e erudita. No encerramento de cada programa, ele marcou seus telespectadores com uma de suas mais célebres frases: “Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.”

Artur da Távola deixou 23 livros publicados. Ultimamente era reitor de uma universidade particular e diretor da rádio Roquettte Pinto FM.

Mantinha um blog - http://www.arturdatavola.blogger.com.br/, que deixou de atualizá-lo desde agosto de 2007, devido a sua doença.

Várias de suas crônicas e algumas de suas poesias estão no site: ‘Garganta da Serpente’ - http://www.gargantadaserpente.com/veneno/arturdatavola/227.shtml.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artur_da_T%C3%A1vola
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u400291.shtml
http://taisluso.blogspot.com/2008/05/msica-vida-interior-e-quem-tem-vida.html

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Blackbird - The Beatles


Blackbird
(Composição: Lennon / McCartney)


Blackbird singing in the dead of the night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.

Blackbird singing in the dead of the night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird singing in the dead of the night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arive
You were only waiting for this moment to arive
You were only waiting for this moment to arive.



Origens da Criação:

McCartney revelou que o acompanhamento do violão foi inspirado em "Boureé em mi menor" de Bach, que George Harrison sempre tocava com facilidade nos intervalos enquanto Paul tinha vontade de aprender, porém tinha dificuldades em executá-la.

A canção é distinguida pela melodia em notas graves de baixo tocadas simultaneamente com cordas agudas e graves. Um dia ao tentar tocar, ele errou uma passagem e sem querer, descobriu outra linha de abertura, e a idéia da canção.

A letra é uma metáfora sobre os conflitos raciais na América, principalmente da situação das mulheres negras.


Letra - Inspiração:

Paul leu uma notícia no jornal, que relatava os conflitos raciais nos Estados Unidos, e o sofrimento de mulheres negras para ingressar na sociedade.

A música é uma espécie de apoio e o "Pássaro Preto" é a representação da mulher negra. Quando ele diz: "Pássaro preto, pegue essas asas quebradas e comece a voar" é como se fosse um conselho, do tipo: levante! Tome uma atitude! "Por toda sua vida você só esperou esse momento pra ser livre."


Curiosidade:

Creditada à dupla Lennon-McCartney, a verdadeira ideia e a composição da letra foi de Paul.



Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Blackbird_%28Beatles%29
http://www.thebeatles.com.br/index.php

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Arte e vida...


"Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes,
a arte de viver."

(Bertold Brecht)


*Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburg, 10/02/1898 — Berlim, 14/08/1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955.


Fontes:
http://www.culturabrasil.pro.br/brecht.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Perfume de mulher...


Por Elisabeth Salgado

Muitos filmes retratam a realidade e passam grandes verdades em meio ao clima de fantasia e ficção.

Quem assistiu a "Perfume de mulher", deve lembrar da cena em que o personagem de Al Pacino, cego e apaixonado pelas sensações da vida, convida uma jovem mulher para dançar um tango. Ela inicialmente recusa, alegando que seu noivo está prestes a chegar... Ela não está realmente vivendo o momento, espera algo que ainda é futuro e que, por isso, poderá ou não se tornar real.

Ao ouvir a resposta, o personagem vivido por Al Pacino argumenta: "Mas, em um momento se vive uma vida!"

Frase breve, mas forte. É um apelo à vida, ao experimentar do aqui-agora, a usar bem o único momento real: o presente.

Como encontrar a alegria, só correndo atrás do tempo?

Como encontrar a alegria, se vivemos presos às lembranças de um passado ou preocupados com o que há de acontecer? Tudo passa e o que passou jamais retornará.

Cada dia é uma nova oportunidade de existir, de poder sentir o "perfume" de quem e do que gostamos, de poder ouvir a "música" da vida, em suas mais diferentes manifestações, de poder "dançar" com uma ou mais pessoas, através dos diversos encontros que podemos realizar.

Cada "agora" é a pista de dança onde podemos escolher o ritmo que queremos viver.

Lembro que o personagem do filme perdera a visão e, por perder, aprendeu o valor de cada minuto ganho em busca da realização de seus sonhos. Lembro que precisou vencer sua própria dor e aceitar as limitações que a cegueira lhe impunha, escolhendo recomeçar a se enamorar pela vida, em lugar de desistir de continuar vivendo.

Cada "agora" e cada dia são novas chances de "enxergar" o que e quem nos rodeia, mas com os olhos da alma, com os olhos da fé em que "em um momento se pode viver uma vida!"

Fonte:
http://www.elisabethsalgadoencontrandovoce.com/



A cena comentada por Elizabeth Salgado é simplesmente emocionante. Vale a pena conferir... é uma demonstração de 'profunda' sensibilidade e paixão!

Perfume de Mulher é um filme estadunidense de 1992, do gênero drama, baseado no roteiro do filme italiano Profumo di donna, de 1974.


Silvia Elena


video

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Doce mistério...


Doce Mistério da Vida
(Composição: Victor Herbert / Rida Johnson Young - Versão: Alberto Ribeiro)

Minha vida que parece muito calma
Tem segredos que eu não posso revelar
Escondidos bem no fundo de minh'alma
Não transparecem nem sequer em um olhar
Vive sempre conversando à sós comigo
Uma voz eu escuto com fervor
Escolheu meu coração pra seu abrigo
E dele fez um roseiral em flor
A ninguém revelarei o meu segredo
E nem direi quem é o meu amor



*Título Original da Música: "Ha! Sweet Mystery Of Life" - A versão de Alberto Ribeiro, foi gravada por Belchior (álbum: Vício Elegante, 1996) e Maria Bethânia /Caetano (álbum: Maria Bethânia & Caetano Veloso - Ao Vivo, 2007)


Sobre Alberto Ribeiro:

Alberto Ribeiro da Vinha (Rio de Janeiro, 27/08/1902 — Rio de Janeiro, 10/11/1971), ou simplesmente Alberto Ribeiro, foi um compositor e cantor brasileiro. Também era médico, profissão que exercia em caráter humanitário, cobrando preços simbólicos pelas consultas.

Compôs, em parceria com João de Barro, o Braguinha, algumas da mais famosas marchas carnavalescas e juninas do Brasil.



Fontes:
http://www.brasilmusik.de/b/belchior/belchior.htm
http://www.playme.com/caetanoveloso_mariabethania/doce-misterio-da-vida-%28ah-sweet-mystery-of-life%29_1264420m.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Ribeiro
http://www.collectors.com.br/CS07/cs07a04a.shtml (biografia completa de Alberto Ribeiro)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Nas mãos de Deus...


“Segurei muitas coisas em minhas mãos, e perdi todas.
Mas tudo que coloquei nas mãos de Deus ainda tenho.”

(Martin Luther King)



*Martin Luther King, Jr. (Atlanta, 15/01/1929 — Memphis, 04/04/1968), foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Membro da Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis (principalmente para negros e mulheres) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha contra a violência e de amor para com o próximo. Se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. Seu discurso mais famoso e lembrado é "Eu Tenho Um Sonho".

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.


sábado, 2 de janeiro de 2010

Escolhas...



*Albert Einstein (14/03/1879, Ulm, Württemberg, Alemanha - 18/04/1955, Princeton, Nova Jersey, EUA).

Albert Einstein, o mais célebre cientista do século 20, foi o físico que propôs a teoria da relatividade. Nasceu na Alemanha em uma família judaica não-observante. Ganhou o Prêmio Nobel de física de 1921. Einstein tornou-se famoso mundialmente, um sinônimo de inteligência. Suas descobertas provocaram uma verdadeira revolução do pensamento humano, com interpretações filosóficas das mais diversas tendências.

Contribuiu para a física no século 20 no âmbito das duas teorias que constituíram seus traços mais peculiares, a dos quanta e da relatividade. Einstein deu à primeira o elemento essencial de sua concepção do fóton, indispensável para que mais tarde se fundissem, na mecânica ondulatória de Louis de Broglie, a mecânica e o eletromagnetismo. E deu à segunda sua significação completa e universal, que se extrapola dos campos da ciência pura e atinge as múltiplas facetas do conhecimento humano. Saliente-se também que algumas das descobertas de Einstein - como a noção de equivalência entre massa e energia e a do continuum quadridimensional, suscitaram interpretações filosóficas de variadas tendências.


Fonte:
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u773.jhtm

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Desejo...


Desejo
(Victor Hugo)

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga 'Isso é meu',
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.




*Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 /02/1802 — Paris, 22/05/1885), foi um escritor e poeta francês. Escreveu 'Notre Dame de Paris' e 'Les Misérables', entre outras obras. Victor Hugo, também teve grande participação política em seu país.